Regulamento Provas de Trabalho TAN

REGULAMENTO DO T.A.N.

enter (Teste de Aptidões Naturais)
(Ratificado em Assembleia Geral do C.P.C. em 7 de Abril de 2001)

OBJECTIVOS

Artigo 1º
Este regulamento tem como objectivo promover o cão que reuna qualidades de caçador, no âmbito do “cão de parar”.

Artigo 2º
O Teste referenciado tem como único objectivo avaliar as qualidades naturais e não ao nível do ensino.

ORGANIZAÇÃO

Artigo 3º
O T.A.N. é um teste especial para exemplares de todas as raças pertencentes ao 7º Grupo, competindo a sua organização aos respectivos Clubes de Raça. Nas situações de inexistência de Clube de Raça poderá a Comissão de Provas de Trabalho de Cães de Parar do Clube Português de Canicultura organizar o referido teste.

Artigo 4º
Este Teste destina-se a todo o “Cão de Parar”, com o mínimo de seis meses de idade, desde que devidamente registado no Livro de Origens.

DISPOSIÇÕES GERAIS

Artigo 5º
O T.A.N. poderá realizar-se em qualquer época do ano. Contudo, deverá ser dada primazia às épocas de Outono e Inverno.

Artigo 6º
EXAMINADORES: Os cães serão julgados por um ou dois juízes, escolhidos pelo Clube de Raça, desde que reconhecidos pelo Clube Português de Canicultura.

Artigo 7
TERRENOS: O T.A.N. deverá desenrolar-se num local com bom coberto vegetal, facilitando assim a camuflagem da caça, contudo, deverá estar sempre presente a necessidade de permanente observação do cão. Os terrenos demasiado difíceis deverão ser evitados.

Artigo 8º
PEÇAS DE CAÇA: Este Teste será realizado preferencialmente sobre perdiz, podendo ser utilizada a codorniz ou o faisão.

Artigo 9º
PREPARAÇÃO DO TERRENO: A caça deverá ser colocada no terreno com a devida antecedência e fora do conhecimento do condutor do cão. A densidade de peças a colocar no terreno será igual para todos os cães, por forma a garantir mais do que uma oportunidade.

Artigo 10º
DURAÇÃO DO TESTE: O Teste terá uma duração compreendida entre cinco a dez minutos, com a obrigação de ser relançado o cão tantas vezes quantas as julgadas necessárias, pelo (s) Juíz (es), a fim de ser colocado em presença da caça.

O TESTE PROPRIAMENTE DITO

Artigo 11º
O comportamento do cão será apreciado segundo os critérios:

  1. Instinto de busca – o examinador julgará o entusiasmo e a paixão na busca da caça sem valorizar o seu método.
  2. Instinto de paragem – será exigida uma paragem por emanação, ou seja, “fora da vista”, revelando potência olfactiva. As faltas de ensino e as “tapas” não serão consideradas na apreciação final.
  3. Equilíbrio/Carácter – de uma maneira geral o Juíz deverá assegurar-se sobre o equilíbrio do cão durante o percurso. Ao levante da caça um ou vários tiros serão dados (pistola de alarme ou arma de caça). É indispensável que o cão não manifeste timidez no momento do tiro.

RESULTADOS

Artigo 12º
Face ao desempenho duas situações se podem apresentar:

a) O juiz observou sem equívocos:

  • paixão na busca da caça;
  • bom comportamento na sua presença;
  • bom equilíbrio, particularmente na reacção ao tiro.

Um cão nestas condições, satisfaz todas as exigências do teste e será considerado APTO.

As anotações do teste serão compostas por:

  • Apto no T.A.N.;
  • Data e local do teste;
  • Identificação e assinatura do (s) juíz (es).

A classificação de APTO deverá constar no Registo Genealógico do cão.

a) Incumprimento de um dos três parâmetros (paixão na busca da caça / bom comportamento na sua presença / bom equilibrio, particularmente na reacção ao tiro):

  • O cão será considerado NÃO APTO.

NOVA APRESENTAÇÃO

Artigo 13º
No caso de ser considerado APTO o cão não será autorizado a nova apresentação no T.A.N.. O cão considerado NÃO APTO poderá repetir o Teste em nova oportunidade.

Artigo 14º
O T.A.N. destina-se exclusivamente a cães não classificados noutras provas oficiais.